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Franqueza, espontaneidade e paixão são características do Presidente do PSB de Itapeva no sudoeste paulista, Takeyuti Ykeuti Filho, 47anos, assumiu há poucos dias o PSB de Itapeva e conversa sobre o futuro da sigla em sua cidade.
- Infelizmente, quase todos os políticos brasileiros, mesmo os que entram cheios de ideais e com certa revolta com os desmandos cometidos, quando estão dentro do sistema, logo se conformam. Eu não, eu sou inconformado e vou continuar sendo assim - garante.
No mundo político institucional Takeyuti nunca disputou um cargo público, mas garante que esta a disposição do partido para o que der e vier.
- É uma chance concreta de interferir para melhorar a vida da população – diz.
Confira abaixo a entrevista na integra do Presidente do PSB de Itapeva.
1- Quem é Takeyuti o novo Presidente do PSB de Itapeva?
R – Acima de qualquer coisa sou itapevense e brasileiro, mas traçando meu perfil, tenho 47 anos, uma mulher maravilhosa – Lucélia - companheirona de todas as horas, sou pai de um menino lindo – Takeyuti Neto-, meu pequeno herói, formado em Direito pela Faculdade de Direito de Sorocaba, Advogado, empresário do ramo de mineração, colunista do Ita News e, agora, depois de tantos anos, pronto para encarar o mundo político em todas as suas nuances, positivas e negativas, na busca incessante de dias melhores para nossa cidade, região e para o país.
2 - Quando você despertou para a política?
R – Sempre vivi a política. Minha mãe conta que, na primeira vez que meu pai me carregou no colo, todo orgulhoso, ele vibrava e dizia em seu português carregado de sotaque: “nasceu meu presidente da república”. Brincadeira e orgulho de pai à parte nunca tive, politicamente falando, nenhum tipo de ambição. Sempre fui crítico e, como tantos outros brasileiros, tinha em mente que não teria estômago para conviver em um mundo de conchavos, acordos e traição. Por esse motivo sempre procurei me manter a margem dela, criticando, quando necessário, e elogiando quando algo de bom era feito em pró da sociedade como um todo. Porém, como nossos políticos dão poucas oportunidades ao elogio, me considero um crítico em potencial.
O que me fez abandonar toda e qualquer restrição ao mundo político foi a certeza de que, para tentar mudá-lo, não basta criticar. Isso é o mais fácil, criticar e nunca participar. Só existe uma forma de mudar o topo da pirâmide do poder: mudando sua base e, a base é composta pelos municípios, por seus bairros e vilas, pelo cidadão comum.
Aceitar calado os mandos e desmandos é o mesmo que aceitar ser relegado a uma vida de gado: ser alimentado e seguir para o abate.
3 - E como acabou ingressando de vez na política?
R – A bem da verdade, fui arrastado para a política por um amigo, mas não me orgulho nem um pouco do caminho que tive que percorrer para chegar até aqui. Como já disse anteriormente, sempre estive a margem da política e, um dia recebi o convite de uma pessoa candidata ao cargo de prefeito de Itapeva. Inocente, acreditei na fala mansa e na afirmação que havia mudado. Ledo engano, pois descobri na prática que político não muda, muito menos para melhor.
Terminei por me filiar ao PMDB de Itapeva e, como aluno aplicado aprendi como não fazer política, ao menos a política como eu idealizo, sem fisiologismo, sem assistencialismo, sem demagogia. Com respeito sim, mas sem temor, sem interesses escusos, buscando sempre o melhor para a sociedade como um todo. Não posso estar bem, vendo meu próximo passando necessidades que podem, muito bem, serem supridas por um trabalho sério e honesto de nossos governantes.
Saí do PMDB no início deste ano, comigo vários amigos deixaram-no também e, desde então, mesmo sem partido político, batalhamos por melhorias, ajudamos quem podíamos e, demos a cara para bater. Se existiu algo de bom na malfadada empreitada pelo “partidão”, estas foram as amizades sinceras.
Foi com enorme prazer que recebi o convite para vir para o PSB -40, onde encontrei companheiros que comungam dos mesmos ideais e, onde, com certeza mostraremos que é possível fazer política sem o ranço do coronelismo, da imposição da vontade. Somos uma democracia e, como tal, todos têm voz e importância.
4 - Neste período pensou em algum em desistir da política?
R – Muitas. Mas ainda acredito que é possível fazer as coisas acontecerem e serem diferentes. Essa é minha bandeira e de meus companheiros. Juntos, acreditamos poder mudar as coisas através de uma comunhão de idéias e ideais. Acredito no trabalho, na conscientização popular e, principalmente, no potencial de nosso grupo que, unido pode fazer muito por nossa cidade e região.
5 - Como avalia a função de vereador?
R – A principal função de vereador é a de ser o fiscal do Executivo, ou seja, é o representante do povo e, como tal, deve satisfações aos seus eleitores. Não devem, no entanto, confundir isso com o assistencialismo, essa não é uma função da vereança. A função dela é cobrar e exigir que o executivo cumpra com suas obrigações sociais, criando leis, fiscalizando e sendo imparcial. Não pode um vereador, seja ele situação ou oposição, compactuar com certos atos do executivo, principalmente aqueles que denigrem a imagem da instituição. Não deve fazer de sua posição como representante do povo, moeda de troca para poder barganhar vantagens junto ao executivo. Enquanto aceitarmos esse tipo de toma lá, dá cá, permaneceremos anestesiados em termos de representatividade, chegando-se a conclusão que não sabemos escolher nossos representantes.
6 - A população de Itapeva exerce a cidadania?
R – A população de Itapeva não difere em nada dos cidadãos de outras cidades ou estados. Ainda trazemos, enraizados em nosso meio, a famosa lei de Gérson, onde dependendo da vantagem recebida será encaminhado o voto. A cidadania é exercida todos os dias e, não apenas no dia da eleição. O cidadão itapevense, tanto quanto os cidadãos de nossa região sudoeste, deveriam ser mais atuantes, mais críticos, politicamente falando. Deveriam entender que, ao dar seu voto em troca de um favorzinho pré eleitoral, de não analisar com maior cautela o perfil do seu candidato, acaba por pagar um preço alto demais, afinal quatro anos é um bocado de tempo.
Não podemos mais permanecer nesta mesmice, votando em uma pessoa porque ele te arranjou uma passagem para onde quer que seja, um metro de areia, um milheiro de tijolos, uma cesta básica, ou pior ainda, te arranjou R$ 30 ou um emprego às custas dos cofres públicos.
Então, para responder essa pergunta, posso afirmar que, se a maioria da população itapevense se contenta em aceitar essa prática, ela não exerce a cidadania. Um cidadão, além de ter que exercer a cidadania todos os dias do ano, faz com que ela atinja seu ápice quando vota de forma convicta de que o seu candidato é o melhor e, aprende que tem o dever e o direito de cobrá-lo.
A maior arma do cidadão é o voto e, é com ele que podemos mudar nossa cidade, nosso estado e nosso país.
7 – Qual a proposta do PSB para mudar isto?
R – O primeiro passo é reunir um grupo forte, depois uni-lo criando uma unidade, coisa que já está sendo colocada em prática, ao mesmo tempo em que trabalhamos de forma séria para dar para nossa região sudoeste, a representatividade que ela merece, sempre mereceu, mas não tem. Desta forma, temos mantido conversações com diversas pessoas, candidatos em potencial por nossa região, para trazê-los para o PSB 40 e, em uma política única que estamos implantando na região, a unificação todos os diretórios municipais do PSB 40 para trabalhar por eles e, fazê-los nossos legítimos representantes na Assembléia Legislativa e na Câmara dos Deputados.
Mas, para que isso ocorra, o PSB 40 fará um amplo trabalho de conscientização popular em cada um dos municípios no sentido de mostrar ao eleitor que, antes de votar, ele deve pensar na sua cidade, na sua região sudoeste, tão carente de investimentos e de atenção, escolhendo e votando em um filho da terra e não, nos estrangeiros que por aqui se aventuram, infelizmente, muitas vezes, tendo como cabos eleitorais vereadores e prefeitos.
Se, queremos ser ouvidos, precisamos mudar e eleger gente nossa e, nossos candidatos serão, obrigatoriamente, filhos desta terra, confiáveis e engajados em lutar por nós, pois aquele que não olha por seu rebanho estará fadado, ao retornar, encontrá-lo com outro pastor.
8 - E quanto ao futuro do PSB em Itapeva?
R - O PSB 40 de Itapeva passará por uma remodelação. Novos companheiros chegarão, outros provavelmente partirão. Não porque não os queiramos ao nosso lado, pois são pessoas de valor, mas por iniciativa deles próprios e, por questões pessoais.
A idéia é dar cara e casa ao PSB 40 de Itapeva, onde a população poderá nos encontrar, cobrar e levar suas reivindicações, as quais encaminharemos aos órgãos competentes. O PSB 40 de Itapeva irá crescer, pretendemos fazer dele, em breve, um grande partido tanto em quantidade, como em qualidade. Estamos implantando a JSB (Juventude Socialista Brasileira), o PSB Mulher e, em breve, a menina dos olhos do diretório de Itapeva, o PSB Criança, um projeto voltado para a educação política de nossos jovens, menores de 16 anos, desde que devidamente autorizados pelos pais.
Pretendemos lançar candidatos a todos os pleitos, em todos os níveis e, para isso contamos com o respaldo de todos os nossos companheiros em todos os níveis da hierarquia partidária.
O PSB-40 será sempre justo e mostrará seu jeito diferente de fazer política. Para tanto, convido os cidadãos itapevenses para unirem-se a nós para que, como uma unidade, possamos mostrar que o 40 pode e vai, fazer a diferença.
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